domingo, 15 de maio de 2011

Pesquisadores exibem protótipo de trem planador sem trilhos magnéticos

O Aero Train usa energia solar ou eólica para viajar a uma velocidade de 200 Km/h

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, criou um protótipo de transporte capaz de planar alguns centímetros sobre o chão, sem a necessidade de trilhos magnéticos.

O Aero Train, como foi batizado, utiliza uma técnica conhecida como "efeito solo" para "voar" rapidamente sobre o chão. O sistema é aerodinâmico: asas laterais criam uma camada de ar que "sustenta" o trem acima do chão e permite que o veículo trafegue a uma velocidade de até 200 Km/h.
O Aero Train requer condutor e utiliza painéis solares ou turbinas eólicas para se locomover.

Cadeira de rodas robótica usa imagens em 3D para ajudar cegos a 'enxergar'

Modelo sueco já foi testado em usuários deficientes visuais e pode ser lançado no mercado em até cinco anos

Uma nova cadeira de rodas eletrônica desenvolvida na Universidade de Luleå, na Suécia, pode ajudar deficientes visuais a enxergar. A cadeira utiliza uma série de sensores laser para criar uma mapa 3D do ambiente em que o usuário está. O mapa é, então, transferido para um robô háptico, ou seja, sensível ao toque, que permite que o deficiente "sinta" o ambiente à sua volta e evite obstáculos no caminho.

Um estudante cego da Universidade já testou a tecnologia. Ele afirmou ter se sentido mais seguro utilizando a cadeira do que a tradicional bengala, enquanto se movimentava por um ambiente cheio de pessoas.

Apesar disso, os engenheiros ainda precisam fazer alguns ajustes na cadeira. O laser de reconhecimento, por exemplo, só é capaz de detectar objetos a partir de certa altura, ignorando tudo o que fica abaixo dela. O grupo também está desenvolvendo um novo modelo de câmera 3D para o lançamento comercial da cadeira dentro dos próximos cinco anos.
(Olhardigital)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

No futuro, baterias de celular serão carregadas a partir de conversas por voz

O conceito de ruídos sonoros transformados em correntes elétricas já virou protótipo e, com melhorias, pode chegar em breve ao mercado

Engenheiros eletricistas do Instituto de Nanotecnologia da Universidade de Sungkyunkwan, Coreia do Sul, desenvolveram uma técnica que permite carregar a bateria do celular usando a voz humana.

A tecnologia transforma o som em eletricidade, seja com o usuário conversando ao telefone, ou com o dispositivo em contato com músicas e ruído de fundo. "O som que está sempre presente em nosso cotidiano (...) tem sido usado como inspiração. Ele nos motivou a realizar a geração de energia, transformando energia sonora de música, fala ou ruído em energia elétrica", explicou o desenvolvedor Dr. Sang-Woo Kim ao The Telegraph.

A tecnologia usa nanofios de ZnO (óxido de zinco) dispostos entre dois eletrodos. Um captador de som é adicionado ao sistema, permitindo que, com as vibrações sonoras, os fios de óxido de zinco se comprimam e voltem ao normal, gerando eletricidade.

Um protótipo da tecnologia foi capaz de converter um som de cerca de 100 decibéis – o equivalente ao ruído dos carros – em 50 milivolts de energia elétrica.

Infelizmente, não é uma quantidade de energia capaz de carregar um celular, mas os engenheiros já trabalham em um novo material para a produção dos fios, capaz de gerar mais energia a partir de menores níveis sonoros.

"(A tecnologia) pode ser aplicada em diversos dispositivos eletrônicos com baixo consumo de energia, tais como sensores auto-alimentados e pequenos implantes corporais. Nós acreditamos que podemos fazer nanogeradores mais eficientes baseados em som", concluiu.

A tecnologia de conversão de ruídos sonoros para energia elétrica está em fase de produção desde o final do ano passado, na Coreia. Com o protótipo, a eficácia do conceito foi comprovada,  mas ainda faltam melhorias para que o serviço possa ser oferecido ao mercado.
 

Apple torna-se a marca mais valiosa do planeta, aponta estudo

A fabricante do iPad e iPhone ultrapassou o Google, que manteve sua posição por quatro anos consecutivos

A Apple é a marca mais valiosa do mundo, de acordo com um estudo anual divulgado nesta segunda-feira (9/5), pela agência Millward Brown. Com isso, a empresa de Steve Jobs acabou com a soberania do Google, que, há quatro anos,  ocupava o primeiro lugar do estudo.

Segundo o levantamento, a marca Apple vale cerca de US$ 153 bilhões, o que a coloca no topo do ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. Já o Google aparece em segundo lugar na lista, com US$ 111,5 bilhões.

O diretor de marcas globais da Millward Brown, Peter Walshe, atribui os bons resultados da fabricante do iPad e do iPhone ao fato de que a empresa conseguiu se diferenciar de outros fornecedores de eletrônicos de consumo ao ter uma preocupação com detalhes e, ao mesmo tempo, aumentar a presença de seus produtos no mercado corporativo.

“A Apple está quebrando as regras em termos de modelo de preços”, informou Walshe à agência Reuters, ao analisar os dados do estudo. De acordo com ele, ao posicionar seus produtos com um alto valor, a empresa reforça o desejo dos consumidores por seus equipamentos. “Obviamente que isso precisa estar aliado a bons produtos e a uma boa experiência. E a Apple tem nutrido isso”, acrescentou.

Entre as dez principais marcas listadas pelo estudo, seis delas estão relacionadas a empresas de tecnologia e de telecomunicações. Além de Apple e Google, no terceiro lugar aparece IBM, seguida por Microsoft , na quinta posição, AT&T e China Mobile, respectivamente, no sétimo e nono lugares.

Três empresas brasileiras aparecem na lista mundial da Millward Brown: Petrobrás (61ª posição), Itaú (90ª) e Bradesco (98ª).

Western Digital inicia produção de HDs de alta capacidade no Brasil

Empresa investe R$ 5 milhões na ampliação das atividades na fábrica de Manaus, a qual deverá produzir 4 milhões de itens em 2011

Em junho deste ano, a Western Digital (WD) vai começar a produzir HDs (discos rígidos) de alta capacidade no Brasil. As novas linhas serão fabricadas em Manaus (AM) e terão até 1 TB de capacidade.

A fabricante informa que investiu R$ 5 milhões para ampliar sua capacidade de produção, até então restrita a discos de 320 GB e 500 GB para notebooks e desktops. Com isso, em 2011, a WD espera produzir 4 milhões de HDs no País, os quais serão destinados tanto ao mercado brasileiro como ao exterior, gerando o equivalente a R$ 274 milhões em vendas.

A WD iniciou a produção de HDs no Brasil em outubro de 2010, graças a uma parceria com a Digitron, a qual responde pela fabricação e pela assistência técnica dos produtos.

Vale destacar que, em março deste ano, a WD comprou a divisão de HDs da Hitachi, por US$ 4,3 bilhões.